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Ouro dos tolos

Antônio Braga: 'Por mais alquimista que seja um intestino ele não transforma ouro em matéria orgânica.'

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Divulgação
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Disseram que uma casa, no Catar, serve carne bovina folheada a ouro ao custo de R$ 9 mil. Disseram que uns craques e ex-craques do nosso escrete Canarinho andaram se lambuzando no quitute. É de não acreditar! Pois é, agora andam dizendo (algumas publicações!) que esse metal, no Catar, é o mesmo encontrado aqui, no Brasil, ao preço de R$ 60,00. Parece mais inacreditável! Afinal, isso dá a entender que há mais gente comendo um metal que não influi no gosto e na textura da carne. O charme do acepipe, dizem, é a aparência. Pura ostentação! Sem entrar nos pormenores das fezes, o assunto serve para reflexão sobre este mundão de deus.

Em homenagem à memória do escritor caxiense Eduardo Senofonte Festugato é de lembrar um de seus brilhantes textos em que fala de ouro. Médico, o dr. Festugato tratava assuntos complexos de forma muito simples em seus livros. E daí a gente tira grandes reflexões. O humano sabe, por exemplo, que se acrescer um número atômico ao ferro terá ouro. A questão é como fazer esta alquimia. Ninguém, até hoje, conseguiu chegar a esta estrutura química criada somente pela natureza.

Outra reflexão proposta por Festugato é de dar um nó na cabeça de qualquer um. Se acaso o planeta fosse forrado por ouro, a humanidade se mataria em busca de um punhado de barro. A lição que se tira do texto é que um punhado de barro serve para produzir alimento saudável. Já o ouro só serve para ostentação. Bem, claro, hoje, como se sabe, tem gente comendo ouro. Todavia, por mais alquimista que seja um intestino ele não transforma ouro em matéria orgânica, no máximo, talvez, produza algum lustro no orifício excretor do conviva.

Assim, se o ouro fosse abundante na natureza, indubitavelmente, certos caras estariam comendo barro e outras matérias orgânicas só para ostentar poder econômico, enquanto outros mortais estariam apenas lutando pela sobrevivência. É como hoje, enquanto uns comem ouro outros lutam por um prato de qualquer nutriente. Arroz e feijão já são um grande luxo! Ah, o ouro, dizem, não faz mal à saúde desde que seja purinho de 24 quilates. Bem, se não faz mal, sua composição atômica nada tem de nutritiva. Só ostentação!

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